O demônio na cidade branca

21 de out. de 2024

  

 O Demônio na Cidade Branca é um livro de não ficção em forma de reportagem verídica que articula dois grandes acontecimentos do final do século XIX. De um lado, a construção da Feira Mundial de Chicago, em 1893; de outro, os assassinatos em série cometidos por H. H. Holmes, um dos primeiros serial killers da história americana, que atuava principalmente no bairro de Englewood.

Antes disso, em 1889, Paris havia realizado a Exposição Universal, marcada pelo glamour e pela inauguração da Torre Eiffel, consolidando-se como símbolo de modernidade. Inspirados por esse feito e desejando afirmar-se como uma potência mundial, os Estados Unidos iniciaram uma disputa para sediar sua própria exposição universal. A competição ficou entre Chicago e Nova York, e Chicago acabou vencendo.

Chicago era uma cidade conhecida pela sujeira, pela fumaça e pelo aspecto escuro, mas a feira tinha justamente o objetivo de mudar essa imagem. Por isso, passou a ser chamada simbolicamente de “Cidade Branca”. Arquitetos e urbanistas renomados, como Daniel Burnham, Frederick Law Olmsted e Richard Morris Hunt, foram responsáveis por transformar o projeto em realidade. A feira prometia grandes inovações, como a primeira roda-gigante do mundo, além de hotéis, exposições e atrações que atraíram milhões de visitantes e geraram enorme lucro.

Entretanto, o evento também trouxe um aumento significativo da criminalidade, sobrecarregando a polícia. Nesse contexto, H. H. Holmes destacou-se como um criminoso extremamente astuto. Médico, educado, inteligente e carismático, ele usava seu charme para enganar homens e mulheres com facilidade. Estima-se que tenha assassinado entre 27 e até 200 pessoas, principalmente mulheres.

Holmes construiu uma farmácia que lhe rendia grande lucro e, ao mesmo tempo, servia como fachada para seus crimes. Costumava contratar funcionários e demiti-los rapidamente, evitando que alguém descobrisse suas atividades. Tendo se mudado para Chicago em busca de uma vida melhor, ele encontrou na cidade e na feira o cenário ideal para executar seus crimes, tornando-se uma figura emblemática da criminalidade americana do século XIX.

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